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  • Foto do escritorFilippi Nuk'h

Ser criador em fluxo é ser capaz de remodelar o olhar e a atitude

Falar de olhar e atitude é falar da capacidade que temos em alterar um ambiente ao nosso redor. Olhar é tudo aquilo que eu ponho para dentro. Atitude é tudo aquilo que eu ponho para fora.


Agora suponha que num terreno, bem ao lado da casa onde habitamos, exista uma árvore ressequida e sem folhas. O que meu olhar pode dizer? Ele pode me dizer para deixar como está, que é uma questão climática, que mais cedo ou mais tarde se acostumará com aquilo ali, do jeito que está. Quer dizer, atitude nula. Indiferença.


Olhar para além do que se pode ver no momento, requer um esforço maior de sensibilidade e energia. Ainda que se possa desacreditar que essa árvore um dia se torne frutífera, é possível que essa mesma árvore ou algum outro germe de vida dentro dela manifeste um movimento para além dela mesma.


Para que uma iniciativa seja tomada, não precisamos estar cercados daquele especialista que detém o entendimento e a sabedoria. Às vezes apenas o simples e singelo gesto de molhar uma árvore ressequida pode resultar em algo de extraordinário valor. O desejo de querer verter uma realidade em outra é um gesto de nobreza do criador.


A simples atitude, como um sopro de vida, refresca os olhos e faz balançar os alicerces das crenças e "crendices". Se a atitude estiver firme em somar forças, podemos aprender a discernir o tipo de árvore, os problemas estruturais que possam estar drenando a sua vitalidade. A atitude caminha de braços dados com o olhar.

Damos ao gesto de nobreza do criador o nome de intento, pois é capaz de gerar conexões muito positivas na construção de futuro outro, mais frutífero, florido e perfumado.


Cuidado pois observar sem intencionar nos põe à serviço do senso comum, isto é, do que já possam estar pensando sobre o outro.

Como criadores de mundos possíveis, possuímos a capacidade de edificar narrativas transformadoras sobre o outro.



Fotograma de O sacrifício, de Andrei Tarkovski


Desafio: Observe os pequenos detalhes dessa imagem e componha possíveis cenários de abundância. Imagine-se na pele do menino que segura o pesado balde de metal repleto de água e sinta o prazer da realização: a água umidificando o solo, algumas gotículas de água caindo na ponta de seus sapatos.


Agora imagine essa atitude sendo repetida dia após dia. Quais diferenças você poderia alcançar? O crescimento da grama? Um pequeno folículo surgindo na base do tronco? Desfrute dessa conexão.

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