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  • Foto do escritorNana Sipora

A meditação e nossas guerras internas

Toda guerra que atinge o campo externo já dominou por completo o campo interno de um ser. Por mais que pareçam soltas ou abruptas, elas não são. Elas sempre se anunciam primeiro no campo da interioridade, porque é do interior dos seres humanos que emana o caos e o vazio.


Hoje, pouco tempo após recebermos a notícia da invasão russa à Ucrânia, chegou até nós um presente muito simbólico da nossa irmã de tradição espiritual Maria Algemira Alge.

Trata-se de um Hashibin que, na Cabala Ancestral, utilizamos como um instrumento de contagem que nos guia durante a meditação.

Embalados nesse amor e força, traçamos a ponte entre os acontecimentos...


Quando uma guerra externa eclode, sempre nos perguntamos: por quê? para quê?


Acredito que para nos lembrar desse ensinamento básico e milenar de que precisamos nos tornar mais íntimos de nossa própria natureza interna; de que não podemos esquecer do quanto somos bélicos com nossos companheiros e companheiras, nossas mães, pais, filhos...


Uma guerra leva todos à exaustão. Seja micro ou macrocósmica, todos sabemos que ela não é o melhor caminho.


Mas ainda assim ela ocorre no micro e no macro, constantemente.

Se no macro nem sempre podemos atuar, no micro nós podemos. Aí o poder de decisão está nas nossas mãos.


Há palavras que são como mísseis. Esses nós podemos segurar. Outros não.

Sem barreiras, sem os filtros da consciência, o caos e o vazio ganham espaço e força suficiente a ponto de romper o anelo de luz que circunda o ser.


A meditação é como um rio integrador que acolhe em sua arca o caos e o vazio, resguarda-os em seu leito e flui.


Através dela podemos nos reconectar com as contas do nosso verdadeiro caminho, com o colar da consciência que nos inspira a reconstruir os buracos que as guerras fazem no nosso campo de energia.




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